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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Jung

Lendo Jung é possível perceber o nível do alcance superior de suas ideias se comparado a outros psicólogos históricos. Mas ainda tem aquele hábito de usar a ideia de inconsciente para depositar uma série de fenômenos inexplicados.

sábado, 24 de setembro de 2016

Harmonia-desarmonia

"O Brasil não importa os pianos, mas importa as metralhadoras" (Tom Jobim).

domingo, 28 de agosto de 2016

"Quando as Luzes se Apagam". Crítica.

Assisti ao filme Quando as Luzes se Apagam ("Lights Out"). Costumo fazer concessão aos filmes com temática sobrenatural, pois entendo que é um gênero difícil. Achei que esse estava indo bem mas derrapou completamente no final. A derrapada está em não assumir a existência das consciexes (espíritos) e deixar margem para a ambiguidade.

Ao final, a atitude tomada pela mãe de Rebecca para por fim também a Diana, a meu ver, foi uma péssima solução do roteirista. Isso porque perdeu-se ali uma grande oportunidade de se criar um turning point, uma solução dramática muito mais profunda da situação.

Ao meu ver, a opção pela "morte" de um personagem, muitas vezes, é uma solução fácil que apela para um impacto emocional superficial. É uma simplificação, quando ou não se sabe o que fazer ou não se quer arcar com uma saída mais digna. Por exemplo, poderiam ter abordado a reciclagem de Diana e da mãe de Rebecca. Mas, talvez, fosse esperar muito do roteiro. O problema é que filmes com desfechos elevados acabam se tornando um referencial e há um aumento do nível de exigência dos cinéfilos. Lembram do final de O Sexto Sentido?

Por quê, em muitos filmes atuais, parece haver uma fuga de desfechos maduros? O problema parece ser que a maturidade não é mais um modelo para os produtores de filmes atuais. A moralidade não é um valor.

Além disso, a "solução" encontrada no roteiro parece deixar uma situação propositalmente ambígua: "afinal, Diana tem existência própria ou apenas é um produto da mente?".

Ao final, conclui-se que, ao modo de tantos outros filmes do gênero, Lights Out tem mais a intenção de assustar do que explicar.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Documentário.

Há alguns dias assisti o documentário Chico: Artista Brasileiro, do cineasta Miguel Faria Jr. Ele também fez o documentário sobre Vinícius de Moraes. Gostei muito da forma que conduz o roteiro, colhendo depoimentos e reflexões do compositor. Mesmo que você não seja um fã ou mesmo ouvinte das músicas de Chico é possível se interessar pela história de sua personalidade multifacetada. Ali, podemos ver a influência que Chico recebeu do pai historiador e sociólogo, seu ingresso no mundo da Literatura, o poliglotismo.

O fato do próprio Chico falar de si e das situações vividas, traz um tom autorreflexivo interessante, uma vez em que se encontra num momento de vida onde há um alargamento da memória, possibilitando ver os fatos com olhar diferenciado em relação a mente juvenil. Aliás, a memória e o resgate do passado são fios condutores da narrativa. O filme se inicia com um pensamento sobre memória e imaginação, onde uma coisa se confunde com a outra. Noutro momento, traz a história de um irmão alemão desconhecido que será retomada. Tal situação é contada ao modo de um puzzle, a partir de pistas que surgem e vão conduzindo ao desvelamento final.

Depois, sai-se com a vontade de assistir a outros documentários nesse estilo. Procurei por Tom Jobim, mas o que existe A Música Segundo Tom Jobim parece ter o foco exclusivamente na música.

domingo, 21 de agosto de 2016

Memória musical antiga

É interessante aprofundar a pesquisa da memória. A primeira música que me recordo ter ouvido, nessa vida, foi da cantora Zizi Possi chamada Asa Morena. Era de manhã, estava no quarto dos meus pais, na casa da vila militar, em Campo Grande, e a canção tocou no rádio. Certamente, ouvi muitas outras músicas antes, mas o que me fez, naquele momento, despertar a atenção de tal modo que me foi possível gravar tal registro na memória?

Claro que naquela ocasião não sabia o nome da música, mas tinha a memória da melodia e, muito tempo depois, quando a ouvi no rádio me foi possivel identificar imediatamente.

sábado, 20 de agosto de 2016

Cinema. Memórias.

Comecei a ir no cinema ainda criança, em Resende. Meu avô conhecia o dono do cinema Odeon e, por isso, tínhamos uma cortesia de entrar sem pagar. O senhor que trabalhava na roleta pegando os tikets, o Nadinho, já nos conhecia. Alguns filmes que vi ainda criança: Orca; Scanners; Superman; Deu a Louca no Mundo; dentre outros.

No início, tinha dificuldade em acompanhar as legendas e perdia várias partes do texto. Com o tempo, o cérebro vai desenvolvendo a agilidade de leitura. Hoje em dia, a maioria dos filmes estrangeiros são dublados. Acho um retrocesso cultural, pois há uma acomodação cognitiva.

Penso que o fato de começar a frequentar o cinema, cedo, me ajudou na minha formação intelectual.

Naquela época, se você gostasse de um filme podia dobrar a sessão. Hoje, os cinemas são vistoriados e você precisa deixar a sala. Teve filme que assisti várias vezes. Não havia internet e nem facilidade de assistir a um filme a qualquer hora.

Um filme que dobramos a sessão foi Um Lobisomem Americano em Londres. Ao final, quando sobem os créditos, contrastando o clima tenso, entra a música Blue Moon ("The Marcels") e começamos a dançar. Foi um momento divertido.

Lembro das primeiras locadoras de filmes em VHS. No Leblon havia o Vídeo Clube do Brasil que você entrava de sócio e tinha direito a pegar alguns filmes. As sinopses eram disponibilizadas em cartões em painéis separados por gêneros. Você levava os cartões para o balcão e eles te entregavam os VHS. Não haviam capas ou cartazes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Star Wars

Assisti O Império Contra Ataca no cinema, em Campinas. O que me interessou foi uma foto do Tauntaun com o Luke. (Naquela época os cinemas faziam painéis com algumas fotos do filme, além do cartaz principal). Perguntei para o meu avô qual era o nome do filme, ele me dizia e não conseguia entender. Não tinha vocabulário para compreender o sentido. Mas lembro que me senti em êxtase com algumas cenas: Luke pendurado no gelo usando a força para retirar o lightsaber da neve; o treinamento com Yoda no planeta Dagobah; mas o top foi a visão da Cidade das Nuves ("Cloud City"), um impacto visual impressionante.