terça-feira, 25 de junho de 2024

Análise psicológica do personagem

Outro dia assisti ao filme São Paulo: Sociedade Anônima disponível em uma plataforma de streaming. Se trata de um drama lançado em 1965, em preto-e-branco, dirigido por Luis Sérgio Person.

O roteiro apresenta Carlos (Walmor Chagas), um jovem que trabalha na indústria automobilística, e está em constante insatisfação (crise existencial) com a repetição e a robotização de sua vida. A repetição e a rotina da vida lhe são aversivos.

Talvez, por esse motivo, também não consiga ter relacionamentos satisfatórios, pois a insatisfação alcança o campo afetivo.  Em seu comportamento podemos ver: a instabilidade afetiva; o mau humor (distimia); a inconstância; a impulsividade; o egocentrismo; a fuga da responsabilidade; o constante “recomeçar” (imaturidade). Ainda, recorrendo ao modelo dos esquemas da personalidade, podemos pensar em termos de “desconexão e rejeição”.

Neste sentido, o protagonista parece estar num círculo vicioso de aproximação e afastamento, sem a persistência necessária a estabilidade.

 


 

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Visita

Foz, 30 de maio de 2024.

 Passei aqui pra dar uma olhada. Fiz algumas alterações em dois textos.



quarta-feira, 7 de junho de 2023

Filmes sem conclusão

Outro dia assisti a um filme daqueles que "acabam mas não terminam". Ou seja, a estória chega ao final e não há um desfecho, uma conclusão. A impressão que fica é: todos os esforços dos personagens acabam em vão. Ao final, a sensação de exaltação da irracionalidade, da ausência de sentido, da decadência e da patologia. Por quê essa escolha do diretor?


Em Musicologia existe aquele acorde dissonante à espera de outro para a resolução. Esse acorde pode surgir, em certos momentos, para representar um impasse, uma "crise" na melodia. Porém, depois de algum tempo, é necessário um fechamento harmônico. O filme em questão me lembrou aquele acorde dissonante irresoluto.


Sempre fiquei curioso: por quê alguém conduz um roteiro, com liberdade criativa, escolhe apresentar o pior? Por quê não ressaltar o positivo, o sadio, a melhoria, a edificação e a capacidade de resolução?
Apenas "voar, voar e não pousar" não é o ideal.

sábado, 15 de abril de 2023

O quarto redondo

No final da década de 80 passei as férias na casa dos meus tios que naquela época estava morando em Assunção, no Paraguai. Na casa onde eles estavam havia um quarto redondo e espaçoso que ficava no segundo andar. Ficamos hospedados lá eu, meu irmão e meu avô R.

Diziam que lá, antes, fora usado por um pintor. A energia de ambientes circulares é diferente daqueles "caixotes". Quem já teve essa experiência pode comprovar por si mesmo.


terça-feira, 11 de abril de 2023

The stranger (filme)

 O filme australiano O Desconhecido ("The Stranger"/2022) retratata a infiltração cosmoética para o desvendamento de um crime.



A repressão e seus efeitos

A atual ocorrência do Dalai Lama mostra o quanto a sublimação afetivo-sexual de algumas doutrinas religiosas são perigosas. De que adianta ser considerado "líder espiritual" se a pessoa chega na quarta idade com fissuras na afetividade? A repressão começa a vazar por algum lado. E os alvos geralmente são  as crianças que não tem capacidade de crítica nem autodefesa. 

Conforme já dizia um professor: "não adianta querer ser santo antes da hora". Noutras palavras: não resolve apenas querer mostrar-se evoluído. A auto-evolução exige muito esforço e a correção de falhas e aspectos ainda pouco desenvolvidos da personalidade. Neste sentido, a pessoa precisa identificar quais aqueles pontos negligenciados e que precisam ser atendidos.

 

 

sábado, 8 de abril de 2023

Afobação versus Maturidade

Às vezes, temos aquela sensação de estarmos "acelerados", afobados e ansiosos; E parece que precisamos tomar uma decisão crítica, sem tempo para avaliar e pensar com calma.  Em primeiro lugar é importante lembrarmos não é um problema do tempo, mas de atitude diante das situações. Quando estamos ansiosos o tempo parece voar porque não conseguimos ponderar e usar a capacidade reflexiva.

É preciso muito cuidado e cautela nesses momentos. E o principal motivo é evitarmos a tomada de decisões mal pensadas que possam gerar a perda de oportunidades e arrependimento posterior.

Na teoria parece muito simples mas, na prática, as decisões podem tornar-se mais complexas devido o envolvimento de outras pessoas. Quando existem outras pessoas em jogo já não é uma decisão completamente pessoal mas interpessoal ou mesmo grupal.

O ansiosismo é o contrário da maturidade psicológica. Com a maturidade a pessoa torna-se mais ponderada e menos afobada. Tal condição começa pela decisão pessoal: prefiro a vida impulsiva ou reflexiva?


sexta-feira, 7 de abril de 2023

Relato de EQM

Meu avô R. era advogado, na cidade de Resende (RJ), e valorizava a cultura geral. Em seu escritório havia uma biblioteca com enciclopédias, romances, uma coleção de selos (Filatelia) e notas. Também havia uma coleção de discos (LPs) de música erudita (Grandes Compositores da Música Universal).

Em 1975 ele teve uma parada cardíaca e foi levado às pressas para o hospital. Felizmente, conseguiu se recuperar. Quando criança lembro dele contar que, durante a ocorrência relatada, se viu caminhando em “um local muito bonito, cheio de árvores”. 

Naquela época não tinha o conhecimento técnico, mas ele descrevia uma EQM (experiência de quase-morte) clássica. Este fenômeno é uma projeção da consciência, durante uma situação traumática, para outra dimensão ou ambiente extrafísico, com o retorno posterior ao corpo biológico, podendo trazer as rememorações da experiência. Neste caso, ele lembrava da natureza e do sentimento de bem-estar.


quarta-feira, 5 de abril de 2023

Os escritores

Na semana passada estava conversando com o amigo G. e ele comentou que tinha afinidade com alguns escritores franceses do período da Belle Époche, dentre eles, destacou Marcel Proust (1871-1922).

Alguns dias depois estava conversando com minha mãe e ela disse que estava lembrando da biblioteca do meu avô e dos livros que haviam por lá. Dentre eles, ela lembrava de uma coleção de 3 volumes de Marcel Proust, citando de memória o título de dois livros: No Caminho de Swann e As Sombras das Raparigas em Flor.

Achei interessante tal sincronicidade uma vez que não tenho nenhum livro deste escritor, nem tinha sido objeto de leituras, pesquisas ou algo do gênero.  Nem mesmo conhecia os títulos dos livros citados. Então, a pergunta: por qual motivo a reincidência deste assunto/personalidade? Foi simplesmente um fenômeno mnemônico-cerebral ou teria a influência extrafísica de consciex?

Ainda sobre esse episódio, quando estava conversando com G. fui procurar na internet sobre Proust e surgiram várias imagens de outros escritores que influenciaram aquele escritor. Dentre eles, me despertou a atenção uma fotografia colorida de Tolstoi onde ele parecia usar um casaco semelhante a um modelo jeans que costumo usar.

(Continua...)


terça-feira, 4 de abril de 2023

Período antelucano

Acordei de madrugada e depois de algumas anotações fiquei pensando sobre a "insônia" porque era o que estava conversando ontem. Eis algumas perguntas: as pessoas têm medo da madrugada? Por que elas usam remédio para dormir, à força, durante a noite? Por que elas não aproveitam esse período para escrever, produzir, ler ou assistir a um filme? Outra pergunta: as pessoas têm medo de ficar sozinhas? De passar algumas horas em sua própria companhia? Por quê precisam dormir, "na marra"?

Agora são 01h58, só ouço o som dos grilos lá fora.

A noite pode ser uma grande aliada do autoconhecimento.

domingo, 2 de abril de 2023

Lacuna mnemônica

Não gosto de manter lacunas na memória. Por exemplo, aquela música que você já ouviu mas não sabe o nome, quem é o cantor ou a banda. Havia uma música dessas que ouvi, algumas vezes, tocando na rádio quando era criança, nos anos 80. Sabia cantarolar a melodia, mas não entendia o significado da letra, em inglês. Até que um dia a música tocou na rádio do carro e minha namorada, nativa do idioma inglês, decifrou o refrão e, finalmente, consegui encontrar a música. Se tratava de I Won't Let you Down (PhD).

Há outra música que ouvi num programa da TV, possivelmente no início da década de 90. Era um grupo que parecia sueco, lembro do vocalista tocando trompete. Cheguei a gravar em VHS, na época. Consigo cantarolar uma parte da melodia, mas já usei vários aplicativos e sites onde vc canta um pedaço da melodia e ele tenta encontrá-la. Mas ainda não consegui reencontrar esta informação.




sexta-feira, 31 de março de 2023

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Além da Morte (filme)

Há algum tempo assisti ao filme Além da Morte (“Flatliners”), de 2017. Se trata de um remake do Linha Mortal, de 1990.

A estória retrata um grupo de estudantes de Medicina que resolvem induzir forçadamente uma experiência da quase-morte (EQM). Porém, eles começam a ter experiências parapsíquicas relacionadas com situações do passado, “mal paradas”, desentendimentos, pendências e interprisões grupocármicas.

 O filme é ilustrativo em relação a interação entre as dimensões. O problema é focalizar somente nos processos patológicos. A ideia-base é "não se deve mexer com esse assunto", fazendo a associação do parasiquismo com o holopensene pesadelar e persecutório da baratrosfera. Há uma seletividade dos eventos negativos.

 


 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Ponte entre dois períodos

Foz do Iguassu, 05 de maio de 2022.

Ontem à noite, pouco antes de ir dormir, fiquei lembrando da música do cantor mexicano Luis Miguel (“Contigo”), principalmente a melodia do refrão. O sentimento era positivo e otimista. Então, me lembrei que “descobri” essa música em 1997, na época em que comprei um CD (compact disc) deste cantor e coincidentemente o mesmo ano do último relato projetivo postado aqui (“Sons intracranianos”). Qual a conexão entre esses dois fatos aparentemente desconexos?

Naquela época (1997) estava morando em Humaitá, no Rio de Janeiro, e bem envolvido com o holopensene da autoprojetabilidade. O apartamento onde morava, naquela época, era bem otimizado para os experimentos projetivos porque ficava localizado no final de uma rua arborizada e silenciosa (rua Viúva Lacerda), ao lado do morro do Corcovado. Já naquela época estava organizando os escritos com relatos projetivos e voluntariando no IIPC, localizado em Ipanema.

Com o tempo, as condições intrafísicas mudam, as pessoas, o entorno, surgem novas experiências, mas a força dos holopensenes permanece.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

 A atriz estadunidense Shirley MacLaine (1934-), em seu livro autobiográfico Minhas Vidas (“Out on a Limb”) relatou a seguinte experiência:

“Lembrei de uma experiência que tivera. Chamo de experiência e não de sonho, embora tenha ocorrido enquanto eu dormia. Senti que estava suspensa sobre a Terra, mergulhava e flutuava com as correntes de ar, exatamente como os pássaros. Enquanto era levada pelo vento, as copas das árvores roçavam gentilmente por meu corpo. Tomava o cuidado de não arrancar uma folha sequer do galho a que pertencia, porque eu também pertencia a tudo o que existia. Queria seguir mais adiante, mais depressa, mais alto, mais largo...e quanto mais alto eu subia, mais me tornava integrada, meu ser se concentrava e expandia ao mesmo tempo. Tinha a sensação de que estava realmente acontecendo, de que meu corpo era irrelevante e de que isso era parte da experiência. O verdadeiro eu estava flutuando, livre e desimpedido, impregnado da paz da integração com tudo o que existia.”

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Especialismo vs. Generalismo

Na época de Leonardo da Vinci, no período do Renascimento, havia uma valorização da cultura geral, do conhecimento universal. Haviam as pessoas eruditas, de amplos interesses, em uma abordagem universalista do saber.

Atualmente, vivemos a "era dos especialistas", do conhecimento específico em determinados assuntos.  Se, por um lado, essa tendência é compreensível: afinal, quando vamos a um médico(a) preferimos o(a) conhecedor especialista num problema ao generalista que pode não ter muita certeza.

Por outro lado, a supervalorização do especialismo pode gerar uma acomodação na medida em que abdicamos de uma postura mais ativa (autodidata, "semprestudante") em relação ao conhecimento.

Desse modo, podemos ter a falsa impressão de que o mundo é um local onde tudo já foi "descoberto", tudo já é bem conhecido, bastando para isso recorrer aos especialistas. Se tal condição pode ser verdadeira para alguns casos, em relação a temas mais controvertidos e complexos pode constituir mero escapismo ou transferência de responsabilidade intelectual.


domingo, 19 de dezembro de 2021

A lição final, a "moral-da-história", do documentário Mystify (2019), sobre a vida de Michael Hutchence, carismático lead-singer da banda australiana INXS, é: talento e energia somente não resolvem. É preciso de discernimento. Em determinado momento Michael tem um acidente de percurso que ocasionou danos cerebrais, comprovados pelos exames médicos, com alterações no seu processo emocional e comportamento. A esse fator, podemos acrescentar algumas possíveis decisões impulsivas no campo afetivo, depressão e a trágica interrupção de sua vida intrafísica (suicídio; assedialidade).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Na biografia de Tom Jobim, escrita por Helena Jobim, há o relato de um parafenômeno exposto a seguir: 

"Nessa época viveu uma experiência mística muito importante em sua vida. Tinha convidado seu amigo Mário, apelidado Mário Saliva por sua boa conversa, para passar um fim de semana com ele em Poço Fundo. (...) A viagem era longa pela estrada de terra, a floresta quase fechando o caminho, Mário, dirigindo o carro, começou a correr. Tom, a seu lado, ia ficando cada vez mais tenso. Subitamente, alguma coisa aconteceu. Sentiu que dentro dele tudo se relaxava. Olhava o farol iluminando o barranco vermelho, uma árvore debruçada no caminho, as estrelas que brilhavam congeladas no céu azul-marinho. De repente não havia mais separação entre ele e tudo o que o cercava. Ele era tudo - a luz do farol, o barranco iluminado, a árvore, as longínquas estrelas - e tudo era ele. Nesse momento cessou o medo. (...) Tom dizia que essa experiência tinha sido tão intensa, que era difícil colocá-la em palavras. Sentiu-se modificado depois dela. Havia experimentado uma outra dimensão." 

Pergunta: teria sido esta uma experiência de expansão de consciência?


 "As pessoas que tiveram uma vívida experiência fora-do-corpo consideram-na uma das mais intensas experiências de suas vidas. A EFDC proporciona-lhes uma natural e excitante oportunidade para vivenciar sua idade independente da forma física, enquanto ainda estão vivas. Seus sistemas de crenças a respeito da morte são, com frequência, radicalmente alterados". 

Referência: 

Stack, Rick; Viagem Astral: As Aventuras Fora do Corpo; trad. Antonio Silva e Souza; Ed. Campus; Rio de Janeiro; p.21.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Um filósofo de vida pública sonhou que estava com sua esposa procurando discos de um "roqueiro" chamado Floyd Smith. E questionou em rede social: "Será que ele existe?". Em seguida, complementou: "Existe", adicionando um link para uma música. Podemos verificar nos registros do Google um guitarrista de jazz chamado Floyd George Smith (1917-1982).

Pergunta: Qual seria o motivo de tal "sonho" tão específico? Poderia ter sido uma experiência de projeção semiconsciente, com falhas na rememoração, desencadeando o rótulo impreciso de "roqueiro"?

Hipótese. Em se tratando de uma experiência projetiva autêntica, qual seria o motivo de tal comunicação?

Análise psicológica do personagem

Outro dia assisti ao filme São Paulo: Sociedade Anônima disponível em uma plataforma de streaming. Se trata de um drama lançado em 1965, em...